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terça-feira, 8 de novembro de 2011

SERÁ QUE UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS?


Acredito que na leitura de literatura, isto deixa a desejar. Vou tentar explicar por que. De acordo com Jauss “a leitura de literatura é uma atividade produtora, receptiva e comunicativa entre si” (JAUSS, 1979, p. 43). Tendo essas características, ao fazermos a leitura de um texto literário, somos participamos dele, damos formas aos objetos através do imaginário. Sendo assim, somos participantes ativos no processo de construção do texto, até por que muitas vezes nos projetamos nos personagens apresentados nas histórias.
Quando o livro apresenta muitas imagens, nos perdemos no encantamento delas e de certa forma a nossa imaginação fica esquecida, não projetamos através do imaginário, ambientes, objetos entre outros, pelo fato de existir as imagens apresentadas no livro. A sensação que tenho, é que não faço parte do processo de produção do texto.
Convém esclarecer que não sou contra as imagens existentes em alguns livros, inclusive os de literatura infantil. Principalmente na fase em que a criança ainda não tem familiaridade com a leitura. Contudo, é importante que as nossas crianças ainda que não alfabetizadas silabicamente, possam ter contato com o texto escrito e através da nossa mediação, possam entrar no jogo simbólico, através do faz de conta, de imaginarem a história, a partir do conhecimento de mundo que elas têm.
Infelizmente, muitos professores ao escolherem livros de literatura, preferem os que contem muitas imagens, acontecimento que ocupa o primeiro lugar como critério pedagógico. Isto se justifica pelo fato de muitas crianças ainda não terem o domínio da leitura. Mas, se as crianças, que estão na escola, que precisam entrar em contato com os signos linguístico tiverem acesso somente as imagens, que tipo de leitor estaremos construindo? Leitores apenas de imagens, ou de imagens e signos linguísticos? Espero que nós enquanto futuros pedagogos, tenhamos a compreensão e a sensibilidade de que a literatura é uma arte, e que nossas crianças, e também adolescentes, jovens e adultos precisam descobrir ou redescobrir a importância da leitura da literatura no desenvolvimento ou construção de seres humanos, mais humanos.

Renata Gomes Marques da Silva Souza
Referências:
AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? Literatura infantil e prática pedagógica. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2009.



Comentário do texto: Do hábito de Ler à leitura como significado: qual a diferença?

Pela discente: Semidia Lopes de Oliveira Teixeira

O texto que escolhi para comentar aborda uma questão muito preocupante no meio escolar que seria a aversão de muitos jovens em relação a leitura.Para a discussão a autora vai apresentar duas concepções de análise, a primeira seria a psicologia do associacionismo a qual menciona a importância de se criar o hábito de leitura nos jovens, porém independentemente se essa leitura trará prazer ou significado, já a segunda refere-se a sociopsicolinguística que considera a leitura como uma atividade mental complexa que exige sim um processo de significação que envolve a memória , atenção ,imaginação e representação.
Partindo desse breve resumo do texto podem-se extrair algumas reflexões que recaem para a função do educador e de como este enxerga a finalidade da formação de seus educandos, o educador ao levar o objeto livro para a sala de aula deve antes propor estratégias e montar bom planejamento de aula tentando ao máximo aproximar a realidade cultural de seus alunos com a leitura que se queira trabalhar em sala de aula, para que assim ocorra uma interação texto-leitor e os alunos comecem a praticar o gosto pela literatura. Nesse sentido pode-se observar que o educador que não estar estimulando o prazer em ler aos seus alunos esta perpetuando que a finalidade do seu trabalho é levar os alunos a um leitor passivo que apenas reproduz, ou o que infelizmente acontece é empurrar vários livros aos educandos sem nem o mínimo de orientação, pensando que assim se conquistará um leitor, mas aquele profissional que consegue despertar o encantamento que a leitura propicia estará moldando um aluno ativo, questionador e crítico. Por fim a leitura desse e outros textos são de muita importância para nós que ainda estamos na formação inicial, pois são levantadas reflexões, como as que foram aqui expostas, que podem gerar ações efetivas no processo de ensino e aprendizagem. Espero ainda contar com outras opiniões dos colegas de sala de aula, para que aconteçam os intercâmbios de idéias a cerca do assunto.
 Referência:   
ARAÚJO. M.D. Do hábito de ler à leitura como significado: qual a diferença?IN: AMARILHA, M.(org.) Anais do 1° Seminário Educação e Leitura. Natal/UFRN.

Comentário do texto: Do hábito de Ler à leitura como significado: qual a diferença?


Pela discente: Semidia Lopes de Oliveira Teixeira
 

O texto que escolhi para comentar aborda uma questão muito preocupante no meio escolar que seria a aversão de muitos jovens em relação a leitura.Para a discussão a autora vai apresentar duas concepções de análise, a primeira seria a psicologia do associacionismo a qual menciona a importância de se criar o hábito de leitura nos jovens, porém independentemente se essa leitura trará prazer ou significado, já a segunda refere-se a sociopsicolinguística que considera a leitura como uma atividade mental complexa que exige sim um processo de significação que envolve a memória , atenção ,imaginação e representação.
Partindo desse breve resumo do texto podem-se extrair algumas reflexões que recaem para a função do educador e de como este enxerga a finalidade da formação de seus educandos, o educador ao levar o objeto livro para a sala de aula deve antes propor estratégias e montar bom planejamento de aula tentando ao máximo aproximar a realidade cultural de seus alunos com a leitura que se queira trabalhar em sala de aula, para que assim ocorra uma interação texto-leitor e os alunos comecem a praticar o gosto pela literatura. Nesse sentido pode-se observar que o educador que não estar estimulando o prazer em ler aos seus alunos esta perpetuando que a finalidade do seu trabalho é levar os alunos a um leitor passivo que apenas reproduz, ou o que infelizmente acontece é empurrar vários livros aos educandos sem nem o mínimo de orientação, pensando que assim se conquistará um leitor, mas aquele profissional que consegue despertar o encantamento que a leitura propicia estará moldando um aluno ativo, questionador e crítico. Por fim a leitura desse e outros textos são de muita importância para nós que ainda estamos na formação inicial, pois são levantadas reflexões, como as que foram aqui expostas, que podem gerar ações efetivas no processo de ensino e aprendizagem. Espero ainda contar com outras opiniões dos colegas de sala de aula, para que aconteçam os intercâmbios de idéias a cerca do assunto.

Referência: 
 ARAÚJO. M.D. Do hábito de ler à leitura como significado: qual a diferença?IN: AMARILHA, M.(org.) Anais do 1° Seminário Educação e Leitura. Natal/UFRN

Comentário do texto: Do hábito de Ler à leitura como significado: qual a diferença?

Pela discente: Semidia Lopes de Oliveira Teixeira.




O texto que escolhi para comentar aborda uma questão muito preocupante no meio escolar que seria a aversão de muitos jovens em relação a leitura.Para a discussão a autora vai apresentar duas concepções de análise, a primeira seria a psicologia do associacionismo a qual menciona a importância de se criar o hábito de leitura nos jovens, porém independentemente se essa leitura trará prazer ou significado, já a segunda refere-se a sociopsicolinguística que considera a leitura como uma atividade mental complexa que exige sim um processo de significação que envolve a memória , atenção ,imaginação e representação.
Partindo desse breve resumo do texto podem-se extrair algumas reflexões que recaem para a função do educador e de como este enxerga a finalidade da formação de seus educandos, o educador ao levar o objeto livro para a sala de aula deve antes propor estratégias e montar bom planejamento de aula tentando ao máximo aproximar a realidade cultural de seus alunos com a leitura que se queira trabalhar em sala de aula, para que assim ocorra uma interação texto-leitor e os alunos comecem a praticar o gosto pela literatura. Nesse sentido pode-se observar que o educador que não estar estimulando o prazer em ler aos seus alunos esta perpetuando que a finalidade do seu trabalho é levar os alunos a um leitor passivo que apenas reproduz, ou o que infelizmente acontece é empurrar vários livros aos educandos sem nem o mínimo de orientação, pensando que assim se conquistará um leitor, mas aquele profissional que consegue despertar o encantamento que a leitura propicia estará moldando um aluno ativo, questionador e crítico. Por fim a leitura desse e outros textos são de muita importância para nós que ainda estamos na formação inicial, pois são levantadas reflexões, como as que foram aqui expostas, que podem gerar ações efetivas no processo de ensino e aprendizagem. Espero ainda contar com outras opiniões dos colegas de sala de aula, para que aconteçam os intercâmbios de idéias a cerca do assunto.

Referência:
ARAÚJO. M.D. Do hábito de ler à leitura como significado: qual a diferença?IN: AMARILHA, M.(org.) Anais do 1° Seminário Educação e Leitura. Natal/UFRN.





       

Comentário do texto: Silêncio: A hora da narrativa na escola


O texto apresenta uma pesquisa relizada pela profª Amarilha, em escolas da rede pública de Natal, esta se deu com 80 professores, nela constatou-se que apenas 25% dos entrevistados afirmaram trabalhar com seus alunos à prática da literatura em sua sala de aula, porém 100% destes, afirmaram que nas raras vezes que trabalharam com literatura, os alunos demonstraram grande interesse,  e que a literatura era trabalhada em suas salas de aula com a finalidade de acalmar os alunos quando estavam muito inquietos.
Para que haja prazer no momento da narrativa literária em sala de aula, é preciso haver assiduidade por parte do professor nesse processo e que o mesmo seja progressivo e contínuo, afim de despertar nos educandos o gosto pela literatura, esta importante ferramenta da linguagem. “Ao narrar oralmente o professor está fornecendo à criança a possibilidade de ampliar sua capacidade de antecipação sobre as estratégias da linguagem literária e da construção do sentido.” ( AMARILHA, 2009 pag.21)
A prática social da leitura na forma de narrativa literária em sala de aula constitui-se em um imprescindível recurso, que o professor pode utilizar com seus alunos, sempre que possível. Dentre os inúmeros benefícios, que esta pode proporcionar ao educando, detacamos: o acesso á prática social da leitura, o conhecimento de novas palavras, como também não poderia deixar de citar as fascinantes viajens ao imaginário e fantástico que fazemos enquanto nos deleitamos nos textos literários, tendo em vista que todos nós de alguma forma nos identificamos com algum personagem da literatura independente do tempo e espaço a qual foi produzida.

Por: Elisandra Oliveira da Fonseca Fernandes.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O que é literatura?

          Definir ao certo o que é literatura é bem mais complexo do que podemos imaginar.
           Acredito que a melhor definição já encontrada para responder esta questão para uma aceitação coerente numa sociedade de várias culturas e concepções, foi a junção das diversas características que tendem a explicar o que é a literatura e alguns meios por qual a literatura pode ser veiculada. Estas características quando expostas individualmente, têm a pretensão de por si só, dar conta desta questão tão atraente para aqueles que a buscam e/ou o são apresentados. Mas ao observar algumas destas características, pode-se dizer que sua capacidade não é completa para saciar este questionamento, trata apenas de uma das partes que vem a somar com as outras existentes.
            Para apreciar, aprender e entender a literatura são utilizados livros/textos literários, que são ferramentas cruciais e um suporte convencional na construção deste conhecimento. Dentro desses textos, algumas das características que proporcionam em parte a explicação do conceito de literatura, são explicitadas por eles mesmos. Ou seja, algumas das tais características focam em explicar o que é um texto literário, aproximando assim, a pergunta e a resposta pela simples compreensão que, um texto literário advém da literatura e a literatura está veiculada em textos literários.
            Para convencermo-nos de que estamos tratando de algo complexo, percebam que ao buscar meios (textos lietários) para responder a primeira questão, adquirimos mais uma interrogatória: o que é um texto literário; levando-nos de volta a buscarmos nas características, a soma para uma aproximação de resposta completa.
            Iniciarei aqui a apresentação de alguns critérios que aparecem para descrever a distinção dessa interrogativa (pois essa questão assume a mesma problemática da primeira), mesmo alguns sendo incoerentes e incompletos, e outros que são os principais critérios obtidos para a classificação de um texto literário considerados assim, por muitos estudiosos e pesquisadores desta área.
            Em primeiro lugar, destacarei o conteúdo abordado pelo texto, que em alguns casos é baseado como critério para essa distinção. Mas esse não serve para esta finalidade, pois os textos literários não têm conteúdos exclusivos.
            Exponho também outro aspecto que principia essa distinção de literário e não-literário. O caráter ficcional e não-ficcional dos textos. Nessa perspectiva o texto que é ficcional é um texto literário. Mesmo se aproximando em evidenciar os aspectos pertencentes e importantes da literatura, este critério entra em conflito com certas situações de definição do fictício ou real como um texto religioso por exemplo.
            Há também quem fale (modernamente), que a diferença reside no fato de que o texto literário tem uma função estética e de que o texto não literário tem uma função utilitária (informar, convencer, explicar, documentar, etc.) sendo essa afirmação também incompleta para descrever um critério para a distinção de um texto literário, pelo motivo que deixa mais uma interrogação meio a essa discussão. “Em que consiste a função estética, também chamada função poética?”. Porém a mesma abre a oportunidade para citarmos a uma característica (aceitável e coerente nessa perspectiva) do texto literário, sendo ela a relevância do plano da expressão. Outra característica é a intangibilidade, isto é, o caráter intocável do texto literário. E assim podemos descrever também a conotatividade no texto literário, que permite a criação de novos significados. Dentre outras características que, dispenso citá-las pelo fato que, servem aqui como exemplo (na problemática da discrição de um texto literário), o que já foi feito com as demais mencionadas.
            Como podemos perceber com a exposição de algumas dessas características é que, definir um texto literário com uma ou duas delas, não é suficiente para esta completude indagada. E como já sugerido, para responder ou pelo menos aproximarmo-nos deste objetivo, o mais adequado seria usar as características (que são aceitáveis) em sua totalidade.
            Vendo que essa discussão se emenda com outros questionamentos, não prolongarei esse texto tentando explicar o que é literatura, visando que minha intenção foi mostrar sua completude quanto sua discrição (científica, se assim posso dizer). Sendo assim em poucas palavras tentarei mostrar meu entendimento desta que se constituiu até agora.
            A literatura é uma manifestação artística que é expressa no ato da leitura literária e no debruçar sobre ela, veiculada por livros e textos literários que tem como matéria prima a palavra. A literatura pode ser usada para várias finalidades, mas, a mais indicada para um deguste literário verídico, é a leitura literária por ela mesma, com prazeres, emoções, surpresas, etc., que ela nos propõe. 




Por Rafael Miranda.

sábado, 8 de outubro de 2011

Antoine de Saint-Exupery, O Pequeno Príncepe - Trecho para deguste

"- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o
coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante."


(Állan Souvenir)